| O primeiro passo para montar uma rede é escolher os componentes
físicos: placas de rede, hub e cabos de rede. Atualmente você deve
considerar apenas a compra de placas de rede Ethernet 10/100 em versão
PCI, a menos claro que pretenda ligar à algum 486 que não tenha slots
PCI, neste caso você ainda poderá encontrar algumas placas ISA à venda.
Prefira comprar uma placa de rede nova, pois atualmente as placas de
rede são um periférico muito barato. Não vale à pena correr o risco de
levar pra casa uma placa com defeito ou sem drivers para economizar 10
reais. |
| |
| No caso das placas ISA existe mais um problema em potencial. As
placas antigas, sem suporte a plug-and-play são mais complicadas de
instalar que as atuais. Ao invés de simplesmente espetar a placa e
fornecer o driver você precisará utilizar primeiro o utilitário DOS,
presente no disquete que acompanha a placa para configurar seus
endereços e em seguida instala-la manualmente, através do “adicionar
novo Hardware” do Windows, fornecendo os endereços que escolheu
anteriormente. |
| |
| A instalação das placas de rede PCI não é simples apenas no Windows.
Qualquer distribuição Linux atual também será capaz de reconhecer e
instalar a placa logo na instalação. Em alguns pontos, a configuração da
rede numa distribuição atual do Linux é mais simples até que no Windows
98 ou 2000. O Linux Mandrake, apartir da versão 8.0 chega ao cúmulo de
configurar o Samba para integrar a estação Linux a uma rede Windows já
existente de forma automática. |
| |
| Se você optar por utilizar uma rede sem fio 802.11b ou HomeRF os
procedimentos não mudam. As placas de rede ou cartões PC-Card são
instalados nos PCs e Notebooks como uma placa de rede normal e o ponto
de acesso (no caso de uma rede 802.11b) deve ser posicionado num ponto
central do ambiente, para permitir que todos os micros fiquem o mais
próximos possível dele. Lembre-se que quanto menos obstáculos houver
entre os PCs e o ponto de acesso, maior será o alcance do sinal: |
|
 |
| |
Colocar o ponto de acesso no meio da instalação ao invés de próximo
da porta da frente ou de uma janela, também diminui a possibilidade de
alguém captar (acidentalmente ou não) os sinais da sua rede. Um
procedimento importante é escolher um código SSID para o seu ponto de
acesso, o que pode ser feito através do software que o acompanha. Este
código é o que impedirá que qualquer um possa se conectar à sua rede.
Escolha um código difícil de adivinhar e configure todas as placas de
rede para utilizarem o mesmo código que o servidor. Como disso, isto
pode ser feito através do utilitário que acompanha cada componente.
Se possível, compre placas e pontos de acesso do mesmo fabricante.
Apesar de pontos de acesso e placas do mesmo padrão serem
intercompatíveis, você pode ter um pouco mais de dificuldade para por a
rede para funcionar caso cada placa venha com um software diferente. |
| |
| Mas, Voltando para as boas e velhas redes com fio (que presumo,
ainda seja as mais comuns dentro dos próximos dois ou três anos),
precisamos agora escolher o Hub e os cabos a utilizar. |
| |
| Eu não recomendo mais utilizar cabos coaxiais em hipótese alguma.
Eles são mais caros, mais difíceis de achar (incluindo o alicate de
crimpagem), a velocidade fica limitada a 10 megabits etc. Simplesmente
estamos falando de um padrão que já faz parte do passado. Você teria
interesse em comprar um PC com monitor monocromático? É um caso parecido |
| |
| Já que (por simples imposição do autor :-)) vamos utilizar um hub e
cabos de par trançado, resta escolher qual hub utilizar. Esta é a
escolha mais difícil, pois além das diferenças de recursos, os preços
variam muito. Se esta é a sua primeira rede, eu recomendo começar por um
hub 10/100 simples, com 8 portas. Os mais baratos custam na faixa dos 50
dólares e você poderá conectar a ele tanto placas de rede de 10 quanto
de 100 megabits. Lembre-se porém que caso apenas uma placa de 10
megabits esteja conectada, toda a rede passará a operar a 10 megabits.
Este é o significado de 10/100. |
| |
| Existe uma forma de combinar placas de 10 e de 100 megabits na mesma
rede, que é utilizar um hub-switch ao invés de um hub simples. O
problema neste caso é o preço, já que um bom hub-switch não sairá por
menos de 120 dólares. |
| |
| Você também poderá encontrar alguns hubs 10/10 por um preço
camarada. Dependendo do preço e do uso da rede, não deixa de ser uma
opção, já que mais tarde você poderá troca-lo por um hub 10/100 mantendo
os demais componentes da rede. |
| |
| Não existe muito mistério quanto aos cabos. Basta comprar os cabos
de categoria 5e, que são praticamente os únicos que você encontrará à
venda, além dos conectores e um alicate de crimpagem, ou, se preferir,
comprar os cabos já crimpados. |
| |
| A parte mais complicada pode ser passar os cabos através das paredes
ou do forro do teto. O negócio aqui é pensar com calma a melhor forma de
passa-los. Uma opção é comprar canaletas e fazer uma instalação
aparente. Para passar os cabos pelas paredes não há outra alternativa
senão crimpá-los você mesmo. |
| |
| Crimpando os Cabos |
| |
| Para crimpar o cabo, ou seja, para prender o cabo ao conector,
usamos um alicate de crimpagem. Após retirar a capa protetora, você
precisará tirar as tranças dos cabos e em seguida “arruma-los” na ordem
correta para o tipo de cabo que estiver construindo (veremos logo
adiante). |
| |
|
 |
| |
| Veja que o que protege os cabos contra as interferências externas
são justamente as tranças. A parte destrançada que entra no conector é o
ponto fraco do cabo, onde ele é mail vulnerável a todo tipo de
interferência. Por isso, é recomendável deixar um espaço menor possível
sem as tranças, se possível menos de 2,5 centímetros. |
| |
| Para isso, uma sugestão é que você destrance um pedaço suficiente do
fio, para ordena-los confortavelmente e depois corte o excesso, deixando
apenas os 2 centímetros que entrarão dentro do conector: |
| |
|
 |
| |
| Finalmente, basta colocar os fios dentro do conector e pressiona-lo
usando um alicate de crimpagem. |
| |
|
 |
| |
| A função do alicate é fornecer pressão suficiente para que os pinos
do conector RJ-45, que internamente possuem a forma de lâminas, esmaguem
os fios do cabo, alcançando o fio de cobre e criando o contato. Você
deve retirar apenas a capa externa do cabo e não descascar
individualmente os fios, pois isto ao invés de ajudar, serviria apenas
para causar mau contato, deixado o encaixe com os pinos do conector
“frouxo”. |
| |
|
 |
| |
Os alicates para crimpar cabos de par trançado são um pouco mais
baratos que os usados para crimpar cabos coaxiais. Os alicates mais
simples custam a partir de 40 reais, mas os bons alicates custam bem
mais. Existem alguns modelos de alicates feitos de plástico, com apenas
as pontas de metal. Estes custam bem menos, na faixa de 15 reais, mas
são muito ruins, pois quebram muito facilmente e não oferecem a pressão
adequada. Como no caso dos coaxiais, existe também a opção de comprar os
cabos já crimpados, o ideal caso você não pretenda montar apenas sua
rede doméstica ou da empresa, e não trabalhar profissionalmente com
redes.
Um problema óbvio em trabalhar com cabos já crimpados é que será quase
impossível passa-los através das paredes, como seria possível fazer com
cabos ainda sem os conectores. |
| |
| Existe uma posição certa para os cabos dentro do conector. Note que
cada um dos fios do cabo possui uma cor diferente. Metade tem uma cor
sólida enquanto a outra metade tem uma cor mesclada com branco. Para
criar um cabo destinado a conectar os micros ao hub, a seqüência tanto
no conector do micro quanto no conector do hub será o seguinte (usando o
padrão AT&T258A): |
 |
 |
1- Branco mesclado com Laranja |
| 2- Laranja |
| 3- Branco mesclado com verde |
| 4- Azul |
| 5- Branco mesclado com Azul |
| 6- Verde |
| 7- Branco mesclado com marrom |
| 8- Marrom |
| Lado 1 |
Lado 2 |
|
| É possível também criar um cabo para ligar diretamente dois micros,
sem usar um hub, chamado de cabo cross-over. Logicamente este cabo só
poderá ser usado caso a sua rede tenha apenas dois micros. Neste tipo de
cabo a posição dos fios é diferente nos dois conectores, de um dos lados
a pinagem é a mesma de um cabo de rede normal, enquanto no outro a
posição dos pares verde e laranja são trocados. Daí vem o nome
cross-over, que significa, literalmente, cruzado na ponta: |
 |
1- Branco com Laranja |
 |
1- Branco com Verde |
| 2- Laranja |
2- Verde |
| 3- Branco com Verde |
3- Branco com Laranja |
| 4- Azul |
4- Azul |
| 5- Branco com Azul |
5- Branco com Azul |
| 6- Verde |
6- Laranja |
| 7- Branco com Marrom |
7- Branco com Marrom |
| 8- Marrom |
8- Marrom |
Existe um teste simples para saber se o cabo foi crimpado
corretamente: basta conectar o cabo à placa de rede do micro e ao hub.
Tanto o LED da placa quanto o do hub deverão acender. Naturalmente,
tanto o micro quanto o hub deverão estar ligados.
Existem também aparelhos testadores de cabos, que oferecem um
diagnóstico muito mais sofisticado, dizendo por exemplo se os cabos são
adequados para transmissões a 10 ou a 100 megabits. Estes aparelhos
serão bastante úteis caso você vá crimpar muitos cabos, mas são
dispensáveis para trabalhos esporádicos. Custam apartir de 100 dólares. |
| |
| Os cabos de rede são um artigo bem barato, que representam apenas
uma pequena porcentagem do custo total da rede. Os cabos de par trançado
podem ser comprados por até 60 centavos o metro, e centavos de real, não
de dólar, enquanto os conectores custam 50 ou 60 centavos cada. O único
artigo relativamente caro é o alicate de crimpagem. |
| |
| Esta relativa dificuldade na instalação dos cabos é o que vem
levando algumas pessoas a investir numa rede sem fio. Pessoalmente eu
acho que os componentes ainda estão muito caros. Ainda sairá muito mais
barato comprar um alicate de crimpagem e contratar um eletricista para
passar os cabos se for o caso. |
Copyright © por Portal ADSL - Banda Larga Todos os direitos reservados. Publicado em: 2004-08-30 (54297 vizualização(ões)) [ Voltar ] |