rycke enviou: SEGURANÇA-Novos vírus utilizam sistema bluetooth para se propagar entre aparelhos móveis
A ameaça está no ar
Brasileiro assume autoria de praga para celulares e ganha notoriedade
O ano passado não foi apenas o período em que o recorde no número de vírus transmitidos pela internet foi alcançado; 2004 também marcou o início da propagação de um novo tipo de praga virtual: os vírus que atingem aparelhos móveis, através do sistema bluetooth.
Nas últimas semanas, um brasileiro da cidade fluminense de Volta Redonda esteve no olho do furacão dessa nova “doença” que acomete celulares e PDAs. Marcos Velasco, ganhou fama internacional e teve seu perfil traçado em uma extensa matéria no jornal americano The New York Times depois de assumir a criação do Lasco.A ou Vlasco.A, vírus que ataca o sistema operacional de aparelhos móveis. Alguns classificaram-no como perigoso – quase um terrorista – e outros apenas como o primeiro de uma onda de fanáticos por programação que logo romperiam a barreira do wi-fi.
De acordo com o diretor da empresa especializada em segurança da informação e investigação eletrônica E-Net Security Solutions, Wanderson Moreira Castilho, as pragas que se disseminam por redes sem fio (wireless) existentes hoje foram criadas como demonstração e ainda não caíram nas mãos de programadores maliciosos, o famoso underground cibernético. “Tratam-se de versões-teste. Mas, a partir do momento em que aparelhos de celular mais modernos forem sendo adquiridos pela população, eles se tornarão alvos dessas pragas”, adverte o especialista em crimes virtuais.
A Trend Micro, uma das empresas líderes na produção de antivírus e fabricante dos softwares PC-cillin, anunciou, no fim de 2004, o lançamento de um antivírus e anti-spam para aparelhos móveis: o Mobile Security. Trata-se de um programa compatível com handsets dos principais fabricantes e disponível para dispositivos que utilizam os sistemas operacionais Microsoft Windows Mobile e Symbian OS v7.0.
O TrendLabsSM, rede de centros de pesquisa da Trend Micro, identificou no ano passado diversos vírus-conceito para telefones móveis, tais como o Symbos_Skulls.A (um cavalo-de-tróia que atinge telefones da Série 60 com sistema operacional Symbian, como os modelos Nokia 7610) e o Symbos_Cabir.A (um worm que se alastra nos telefones da Série 60 habilitados para bluetooth).
Além desses, já foram detectadas três novas variantes do Cabir. As versões C, D e E possuem as mesmas características da anterior e se disseminam por meio da tecnologia bluetooth para outros dispositivos compatíveis. De qualquer maneira, os usuários precisam confirmar o recebimento da transmissão para que seus handsets sejam infectados. A contaminação provoca o consumo excessivo de bateria do celular ou PDA, já que ficam constantemente tentando se conectar a outros aparelhos próximos. “Os riscos são de que, no futuro, eles poderão apagar agendas e capturar dados armazenados nos celulares”, informa Castilho, da E-Net Security.
Uma solução para impedir a propagação pode ser desativar a função bluetooth quando esta não estiver em uso e, além disso, configurar o dispositivo para não aceitar conexões de origem desconhecida.
“Como o número de pessoas que utilizam smartphones e PDAs está aumentando, esses dispositivos se tornarão um alvo atraente para desenvolvedores de vírus e spam via SMS (Short Message Service)”, afirma o diretor da Trend Micro no Brasil, Miguel Macedo.
Contaminação
Em apenas 12 meses, o número de vírus conhecidos aumentou em mais de 50%, superando a marca dos 100 mil. Segundo dados da empresa americana Symantec, especializada no desenvolvimento de programas antivírus e fabricante do Norton, o número de scams e phishings – aqueles e-mails fraudulentos que, por exemplo, simulam ser de um banco e pedem a senha dos internautas – aumentou em 30%.
Fonte : TUDO PARANÁ - www.tudoparana.com.br