Craig Barret, diretor executivo da Intel --maior fabricante de processadores do mundo--, defendeu nesta quinta-feira a adoção de uma "cesta básica digital" para que o país gere riqueza na área de tecnologia.
Essa cesta básica, explicou o diretor da multinacional norte-americana, tem o objetivo de criar uma infra-estrutura de tecnologia para as pessoas, empresas e organizações governamentais, que cada vez mais dependerão do acesso ao mundo digital.
"O Brasil precisa investir em tecnologia para aproveitar as oportunidades de crescimento oferecidas por ela", afirmou.
Segundo ele, as empresas e governos dependerão cada vez mais "de conhecimento e tecnologia", por isso, é preciso levar o acesso à web e o uso de computadores --os dois principais itens da cesta básica digital-- ao maior número de pessoas possível.
Barret disse que o país precisa estar mais conectado, para fornecer serviços e informações, que levarão à criação de riqueza. "As economias crescem com novas idéias... que se transformam em novos negócios e serviços... esse é o caminho para gerar riqueza."
Atualmente, 12,5% dos lares brasileiros têm computador em casa, enquanto há 1,2 milhão de assinantes de acesso à internet em banda larga.
Criatividade
O diretor executivo da Intel elogiou "a criatividade" do povo brasileiro e afirmou que quanto mais pessoas tiverem acesso à tecnologia, melhor para o país. "O Brasil tem boas instituições de educação, pessoas criativas e é aí que nós achamos que está a força competitiva do país."
Para que esse potencial seja aproveitado, porém, parcerias entre os setores público e privado devem ser feitas, para que mais pessoas possam entrar em contrato com os computadores e outros recursos do meio digital.
"Não patrocinamos corridas nem outros tipos de eventos, mas investimos US$ 100 milhões em educação", disse Barret. "O governo, porém, também tem seu papel em fornecer o acesso à tecnologia."
Aluno
Uma das maneiras de a companhia incentivar a inclusão digital no país é a criação de centros como o Intel Computer Clubhouse, que teve uma segunda unidade inaugurada pelo presidente da empresa na quarta-feira.
O projeto, como os Telecentros públicos, instalados em alguns pontos do país, procura dar a jovens de comunidades carentes acesso a equipamentos de alta tecnologia. Os jovens são supervisionados por monitores adultos, que ajudam-nos a desenvolver a autoconfiança.
Além disso, a fabricante de chips está patrocinando o projeto "Aluno Técnico", cujo piloto está sendo implementado no Estado do Piauí. Nele, 200 alunos do 1º e 2º ano do ensino médio farão cursos de treinamento ou manutenção de computadores. O projeto conta ainda com o apoio do Senai e dos ministérios do Trabalho e da Educação.
Fonte:
Folha Online