
GVT lança serviço inédito unindo internet e telefone
|
|
A partir de hoje, a operadora de telefonia fixa GVT, com sede em Curitiba, começa a oferecer aos usuários soluções de transmissão de voz sobre IP, tecnologia conhecida como VoIP. Os serviços são inéditos em diversos aspectos, mesmo se comparados àqueles já existentes no Brasil. Eles serão oferecidos tanto para as corporações como para profissionais liberais ou clientes domésticos. “Hoje é um dia muito importante para a telefonia brasileira, pois apresenta uma mudança drástica nos modelos de negócios telefônicos”, resumiu o presidente da GVT, Amos Genish, durante a apresentação dos novos serviços.
Pode não ser exagero de um executivo entusiasmado com o lançamento de sua companhia, já que a tecnologia promete romper com o conceito, e conseqüentemente com o custo, da distância nas ligações telefônicas. Isso será feito por meio da fusão de dois universos: a internet e a telefonia. Na prática, os clientes poderão comprar números de telefone virtuais de cidades distantes, que permitirão utilizar o telefone fixo como se estivessem fisicamente nessas localidades. Por exemplo, um curitibano que possui família em São Paulo pode comprar um número virtual paulistano e utilizá-lo para fazer todas as ligações pagando por uma discagem de longa distância. Uma empresa carioca com filial gaúcha, poderá adquirir um número porto-alegrense com a mesma finalidade. Segundo cálculos da GVT, a economia com os gastos de interurbanos e roamings (deslocamentos) de celular para os usuários do VoIP ficará entre 70% e 90%.
Tecnicamente, esse novo serviço será feito por meio de telefones comuns conectados a um adaptador ou por um computador conectado à internet, utilizando um software específico da GVT, o Softfone. Assim, será possível “levar” um determinado número de telefone fixo para qualquer lugar do mundo. “Todos os usuários da telefonia fixa convencional e da internet estão aptos a usar o VoIP”, disse Genish.
Por representar uma revolução no mercado da telefonia de longa distância, reações das demais concessionárias são esperadas pela GVT. Segundo o presidente da empresa, nunca foi observado qualquer tipo de prática anti competitiva nos outros países mais adiantados na tecnologia VoIP, como os Estados Unidos e o Japão, mas conversas prévias entre a GVT e a superintendência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) podem prevenir eventuais tentativas de proibição do serviço nas conexões banda-larga administradas pelas grandes operadoras.
O total investido para a implementação da nova solução foi de R$ 50 milhões nos últimos 18 meses. “Esperamos que até o fim de 2006 20% do faturamento da GVT, algo que representará R$ 240 milhões, seja proveniente do VoIP”, contabilizou Rodrigo Dienstmann, vice-presidente de Marketing e vendas. A empresa espera, para daqui a dois anos, ter cerca de 150 mil linhas VoIP.
A qualidade das ligações, testada pela reportagem na ocasião do lançamento, é pouco mais baixa do que a da ligação comum, talvez por ser utilizada a partir de um notebook, e não de um aparelho convencional. Com o VoIP, a voz é transformada em arquivo digital transmitido pela rede e decodificado no aparelho receptor. Dependendo da largura e velocidade de conexão, a qualidade pode variar. As conversas telefônicas entre o repórter e a redação foram feitas com sucesso utilizando-se voz sobre IP.
Fonte: Tudo Paraná
Postado em Quarta, setembro 15 @ 07:38:57 GMT+2 por jensen
|
| |
|
Classificação de notícias
|
|
|
|
|
|