Agentes do FBI e da polícia americana prenderam ou incriminaram nas últimas semanas dezenas de pessoas acusadas de envio de spam, roubo de dados pessoais e outros golpes via internet, conta o jornal The New York Times.
O anúncio oficial da mega-operação "Slam Spam" ("surrar o spam", em português) deve ser feito amanhã (26), em uma coletiva de imprensa, pelo promotor geral do Departamento de Justiça John Ashcroft. Fontes do jornal contam que os policiais tiveram o apoio de executivos de empresas que fazem negócios online nas investigações. Mais de 24 investigadores trabalharam no caso, que teve como base de operações um escritório da National Cyber-Forensics and Training Alliance, ONG ligada ao FBI, em Pittsburgh. A Direct Marketing Association, que defende o uso legítimo do e-mail para a realização de ações de marketing, financiou boa parte das operações.
Enviar spams e scams é crime nos Estados Unidos desde dezembro de 2003, e a pena a ser aplicada nesses casos é de mais de cinco anos de prisão. Segundo o NYT, as pessoas presas nas últimas semanas devem responder por crimes como fraude de cartão de crédito, invasão de computadores e outros crimes digitais. "Nós queremos que os spammers se dêem conta de que o spam não é um jogo gratuito e que eles enfrentarão penas de verdade se continuarem com isso", declarou H. Robert Wientzen, defensor da causa anti-spam e ex-presidente da Direct Marketing Association.
O anúncio esperado amanhã deve ser o maior caso de prisão de spammers e scammers da história dos Estados Unidos. Para chegar a eles, os agentes da operação "Slam Spam" montaram um banco de dados de spammers que já vinham sendo acompanhados de perto pela polícia ou até mesmo processados por empresas vítimas de seus golpes. Jogaram também várias iscas na web e chegaram a adquirir produtos oferecidos em mensagens não solicitadas para rastrear o destino do pagamento.
Fonte:
Info Online