tinhualves enviou: Levando em conta a forma como a adoção da banda larga móvel superou expectativas de analistas e mesmo das operadoras, Renato Ciuchini, diretor de planejamento estratégico e novos negócios da TIM, acredita que a TV no celular possa conquistar também um mercado maior do que se imagina.
Mencionando números de institutos de pesquisas como o ABI Research, o executivo diz que a previsão é que um em cada dez assinantes de telefonia móvel terá serviços de TV no celular já em 2009 e, em 2011, o mercado de TV móvel movimentará US$ 92 milhões no Brasil. "O número representaria apenas 0,4% das receitas das operadoras, mas nós acreditamos que a previsão seja muito conservadora", avalia Ciuchini.
Ele lembra que ao final de 2007 a banda larga móvel já respondia por 30% de todo o mercado de internet rápida no Brasil. "A concorrência entre as operadoras móveis no Brasil é uma das mais acirradas do mundo. As empresas precisam se movimentar para oferecer novos e atraentes serviços", afirma.
"O mercado de TV móvel pode ser muito maior do que o previsto. Pode acontecer o mesmo que ocorreu com a banda larga móvel", pondera o diretor da TIM. Mas ele adverte que isso só será possível se o conteúdo oferecido for atraente e interessante para o consumidor.
O executivo falou nesta quarta-feira (14/05), durante o 7º Tela Viva Móvel, evento realizado pela Converge Comunicações, na capital paulista. Em sua apresentação, Ciuchini fez sérios alertas relacionados ao Projeto de Lei 29/2007 (PL29), que cria novas regras para o setor de TV por assinatura.
A TIM anunciou recentemente uma parceria com a Sky para a oferta de conteúdo de TV por assinatura através de sua recém-lançada rede 3G.
Na opinião de Ciuchini, a imposição de conteúdos específicos na grade de programação desses provedores de TV pode reduzir a atratividade dos programas para o assinante de TV móvel. "Não necessariamente a regulamentação o conteúdo fomentará a produção nacional", alertou o executivo.
"Se não tivermos um conteúdo relevante e que interesse ao consumidor, este serviço não vai para frente", garante o diretor da TIM. "Para o País, o mais interessante seria aproveitar a onda da convergência para alavancar novos serviços e mercados", sugere Ciuchini, em tom de crítica à importância dada pelos órgãos reguladores brasileiros à produção de conteúdo nacional
Fonte: Convergência Digital