Tecnologia já foi introduzida em Curitiba e Brasília, com soluções da Ericsson e da Siemens.
Depois de selecionar a Siemens e a Ericsson para as primeiras experiências de redes ópticas para o mercado residencial, a Brasil Telecom deve lançar uma nova Request for Proposal (RFP) para levar a tecnologia a um número maior de localidades. Os alvos são áreas que concentram a população de mais alta renda em sua área de cobertura, que justificariam a oferta de velocidades mais altas, explica o diretor de planejamento de infra-estrutura da BrT, Marcelo Frasson.
A experiência começou este ano por Brasília e Curitiba. Em cada uma das cidades foi testada duas tecnologias: o fiber to the home (FTTH) para os condomínios residenciais horizontais, alcançando velocidades que chegam a 2,5Gbps, e o fiber to the building (FTTB) para os edifícios, chegando a 100Mbps. Ambos se valem da tecnologia GPON, sigla para gigabit passive optical network, ou rede óptica passiva de gigabits. “Concluímos que as tecnologias estão maduras e a idéia é levá-las para outras cidades”, informa Frasson. Segundo ele, não há um cronograma de cobertura para novas localidades “Faremos uma análise sobre qual a melhor tecnologia para atender as demandas à medida que elas surgem”, diz ele.
As redes ópticas já eram oferecidas pela Brasil Telecom ao segmento corporativo, por meio da rede Metro Ethernet. A oferta para o público residencial reflete o surgimento de novas aplicações, como voz sobre IP, IPTV e banda larga, que exigem maiores bandas de acesso.
Além da fibra, a BrT dá continuidade ao plano contínuo de modernização de sua rede de transporte, iniciado há quatro anos com a migração das redes ATM para IP. Segundo Frasson, atualmente, dois terços da planta já contam com a solução e a perspectiva é de uma substituição gradual do restante, à medida que os equipamentos exigirem manutenção e troca. “Não há necessidade de uma troca total”, diz.
A BrT tem hoje uma capacidade de oferecer velocidades até 24Mbps em quase a totalidade de sua rede. A oferta é resultado da implementação da tecnologia ADSL 2+ nos últimos dois anos. A velocidade de 24Mbps, no entanto, só é alcançada pelos usuários que estão até 2,5 quilômetros da central. Segundo Frasson, esta é exatamente a distância média verificada na rede da BrT, o que significa que alguns clientes estão mais distantes e outros mais perto. Em 1998, por ocasião da privatização da BrT, a distância média era de 3,5 quilômetros.
Com essa disponibilidade, a operadora lançou no final de agosto o serviço de IPTV, batizado de Videon, sem necessidade de grandes mudanças na rede. “Agregamos apenas a infra-estrutura associada ao serviço, como servidores”, explica o diretor de planejamento de infra-estrutura da operadora.
Outra solução que vem sendo introduzida aos poucos é o VDSL2, que permite velocidades até 100Mbps. Para tal, o assinante precisa estar a menos de 500 metros da central, motivo pelo qual a tecnologia vem sendo usada apenas em prédios, associada ao FTTB. “É uma solução para nichos de mercado, como condomínios de alto poder aquisitivo”, avalia Frasson.
Fonte:Telecom Online