Uma força-tarefa do Ministério Público do Rio Grande do Sul e das polícias Civil do Rio Grande do Sul, do Paraná, e de Santa Catarina prendeu até a manhã de hoje 19 pessoas nesses três Estados. O grupo de hackers - pessoas que ingressam em sistemas fechados de computadores -, que agia há mais de um ano lesando clientes e instituições financeiras, desviou via Internet mais de R$ 10 milhões de contas bancárias.
A Operação Nerd II foi desencadeada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre. A ação simultânea, que conta com quatro equipes da força-tarefa do Ministério Público e agentes da Polícia Civil, é comandada pelo promotor de Justiça Ricardo Herbstrith. Os mandados foram deferidos pelo Fórum Regional de Sarandi, em Porto Alegre.
Em Curitiba foram detidos dois membros da quadrilha - o que "lavava" o dinheiro arrecadado, e o líder e mentor dos golpes que eram aplicados principalmente contra pessoas jurídicas. Sua mãe, que, segundo a polícia, também tinha tarefas no grupo, foi presa em Maringá (PR).
Em Florianópolis, um "laranja" foi detido. No Rio Grande do Sul, 15 pessoas foram presas, sendo que seis prisões aconteceram na fronteira-oeste, duas em Porto Alegre e as outras sete na Grande Porto Alegre.
O Ministério Público pediu à Justiça o seqüestro dos bens da quadrilha. Dentre eles estão duas coberturas, apartamentos, vários automóveis e eletrodomésticos. O líder do grupo inclusive comprou um ponto dentro do Shopping Paladium, que está sendo construído na capital paranaense, para instalação de uma choperia.
Ricardo Herbstrith disse que em Curitiba foi apreendido uma ilha de computação; dois aparelhos chamados "chupa-cabras", que servem para clonar cartões bancários em máquinas 24 horas; diversos cartões magnéticos em branco; laptops; dinheiro; uma moto e dois carros.
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