tinhualves enviou: A TIM Brasil decidiu investir em um backbone próprio em nível nacional. A justificativa dada para o investimento é a redução de custos com o aluguel de links e ERBs de terceiros, em especial, das concessionárias, além de permitir a oferta de serviços convergentes, com velocidades altas de transmissão.
Também se alinha com a estratégia da TIM de investir mais pesadamente em telefonia fixa a partir de setembro, com o início da portabilidade numérica.
O diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios da TIM, Renato Ciuchini, não adiantou valores a serem investidos, mas disse que, neste momento, a empresa está em fase de contratação de fornecedor. Possíveis parcerias no negócio não foram descartadas.
"A avaliação será caso-a-caso, mas é claro que nas cidades onde há um tripé de custo/benefício para a TIM, no caso, as capitais, a idéia é ter o nosso backbone para reduzir os custos de interconexão de redes porque o tráfego está aumentando", destacou o executivo, em teleconferência com a Imprensa para a divulgação dos resultados do segundo trimestre, realizada nesta quinta-feira, 07/08/08.
Em algumas localidades, a TIM já iniciou o processo de construção desta infra-estrutura e, em outras, nas grandes capitais, está em fase de contratação de fornecedores. "Ter os nossos próprios meios vai otimizar nossos recursos para a oferta de serviços convergentes, que deverá ganhar ainda maior alcance no segundo semestre, com o início da portabilidade numérica", complementou o presidente da TIM Brasil, Mario Cesar Araujo.
A construção do backbone próprio faz parte de uma série de medidas para realinhar os negócios da operadora, e conduzidas a partir de um estudo contratado junto à Booz & Allen, após os prejuízos reportados no primeiro trimestre de 2008. No novo desenho operacional para a TIM entram ainda a parte de otimização de recursos de TI. "Estamos avaliando onde é melhor termos ativos próprios e onde será melhor optar pelo outsourcing", acrescentou Ciuchini.
Do ponto de vista de alinhamento com a Telecom Italia, a TIM Brasil passa por uma reestruturação na sua organização. Mario Cesar Araujo acumula a presidência com a direção geral da companhia. Gianandrea Castelli Rivolta deixa o cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da TIM. Ele será substituído por Claudio Zezza.
Já Beniamino Bimonte substitui Orlando Lopes Junior à frente da Diretora de Recursos Humanos. Ao explicar as mudanças no primeiro escalão da operadora, Mario Cesar Araujo, deixou claro que elas são "normais e estão dentro do quadro de reestruturação prevista".
Ele descartou a possibilidade de novas mudanças e/ou demissões. "Já comunicamos aos nossos funcionários quais foram as mudanças e que não haverá cortes", reiterou o presidente da TIM Brasil.
Fonte: :: Convergência Digital